quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Beijo coletivo de gays


O título é engraçado, mas sua causa não tem nada nenhuma graça. Podem acreditar!
Dois rapazes um de 18 e o outro de 25 foram agredidos em público com chutes, pontapés e palavras de baixo calão, após subirem no palco e se beijarem numa festa de estudantes universitários do curso de veterinária. Como forma de demonstrar tamanha repulginacia pelo ato e registrar a discriminação, um grupo de pessoas resolveram se reunir na Universidade de São Paulo (USP) e efetuarem um beijo coletivo entre pessoas do mesmo sexo.
Eu fico abismada como ainda existem pessoas que possam se comportar de tal maneira, agredir pela opção sexual do próximo. Desde que eu me entendo por gente, nascemos com o livre arbítrio de pode optar pelas nossas próprias escolhas pessoais, sejam políticas, sexuais e religiosas.
Ouço sempre as pessoas falarem que o Brasil nunca vai pra frente, eu também concordo, o Brasil não cresce por que ainda existem pessoas desse nível, que não faz por onde.
Preocupam-se por tão pouca coisa, que esquece das mais graves. Lembre-se o Brasil ocupa a 70 colocação no IDH mundial, 84,5% das crianças que estão na sala de aula não sabem ler e sem contar nos altos índices de desemprego registrados no nosso país, ou seja, nada a se comemorar.
Então vamos respeitar o próximo porque se for pra bater, vamos bater nesses números que nos envergonham mais do que um beijo de um homossexual.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mulheres, não saiam do vermelho


Não é bunda, boca e seios. É a cor vermelha!
Está comprovado cientificamente que as mulheres que usam trajes no tom avermelhado chamam mais atenção dos homens do que qualquer outra cor. A pesquisa foi divulgada no dia 27 de outubro nos EUA e foi realizada pelo psicólogo Andrew Elliot, professor da universidade de Rochester, em Nova York, confirmando que a cor vermelha é a preferência entre os homens.
Junto à pesquisa está um fato curioso. Não só nos seres humanos esse tipo de sensação (atração) é constatada, os animais machos também se sentem atraídos por suas fêmeas, quando estas os apresentam a cor vermelha...Pense ai!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Lado a lado com o Brasil a Bahia acelerou


Atualmente o Governo do Estado, investe com as obras do estádio de Pituaçu R$ 584,31 por metros quadrados, salientando que tudo é feito com a melhor qualidade e segurança. Por consistir num projeto grande e habilidoso, foi necessário dividi-lo em três etapas, a segunda etapa conta com o apoio financeiro da Petrobras.
A primeira etapa consistiu na construção do estádio que custou R$ 24.395.000.000.00, a reformulação da parte externa do estádio beneficiando a população com esgotamento sanitário no valor de R$ 11. 926.000.000.00 e a consultoria e o detalhamento do projeto num custo de R$ 460.000.000.000.
A segunda etapa foi marcada pela construção do placar e a colocação das cadeiras custando R$ 4.300.000.000 e R$ 8.000.000.00 que foi destinado à construção da passarela, pensando na segurança das pessoas que iram transitar no término das obras.
A terceira e última etapa do estádio de Pituaçu foi marcada pela construção de helipontos, depósito e prédio da policia militar, estacionamentos para atletas e juizes e cobertura da arquibancada com telhas da Ala Norte, esta etapa custou R$ 6.500.000.00.
Frisando que o objetivo principal do Governo do Estado é o beneficiamento da população que vive na Pinto da de Aguiar, na Paralela e em Pituaçu e de quem irá futuramente desfrutar da infra-estrutura do estádio, por isso foi necessário um investimento como esse.

Não adianta silicone


Pasmem mulheres. Acabou de sair uma pesquisa publicada na revista científica 'British Journal of Cancer', feita por cientistas da Suécia, informado que o excesso de café pode diminuir o tamanho dos seios. Agora entendam o por quê.
Essa diminuição ocorre por conta de uma variação genética que atinge metade das mulheres, que tomam mais três xícaras de café por dia e de quem não faz uso de anticoncepcionais.
A pesquisa foi feita durante dez anos com 300 mulheres, desse percentual 50% possuíam esse variante genético, não ingeriam anticoncepcionais, não tinham o hábito de fumar e nenhuma tinha histórico de câncer familiar. Para se ter esses dados, foi preciso que as mulheres respondessem diariamente questionários feitos pelos cientistas no qual obtiveram esse resultado final.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Na voz, Wagner Moura


Agora é "Sua Mãe". Depois de fazer sucesso com Ó pai ó, Cobras e lagartos e Tropa de Elite, Wagner Moura a veio a Salvador e divulgou sua banda de rock romântico brega, em um único show que aconteceu no dia 19 de agosto na casa de show Boomerangue. Esta foi à terceira vez que a banda se apresentou ao público, não por falta de convites, mas devido à agenda lotada do ator.
Apesar de estar sempre empenhado nas dramaturgias, Wagner Moura sempre arruma um jeito de ensaiar com Gabriel Carvalho, seu amigo de infância e com quem divide o palco com a banda. Depois de várias tentativas e oportunidades, Sua Mãe mostrou o lado B de Wagner, além de atuar o cara sabe cantar. Dono de uma voz sensual, ele também comanda o violão e a direção artística da banda. Mas do que um trabalho, Sua Mãe é pura diversão. Atualmente o ator e cantor encena a peça Hamlet, uma adaptação do clássico shakespeariano.
Devido a compromissos pessoais, a entrevista foi concedida pelo baterista da banda Leco.



LIONARA OLIVEIRA- Como surgiu a idéia de formar a banda?
SUA MÃE- A história começou com Wagner Moura e Gabriel Carvalho quando estudavam no Colégio Mendel no início dos anos 90. Foi o encontro de jovens com talento artístico que curtiam The Cure, U2 e outros clássicos do rock. A partir daí, começaram a arregimentar os amigos. Sua Mãe já teve várias formações. Barbosão no baixo, Kezo (da banda Setembro) na bateria, Xandão (Scambo) na guitarra, o próprio Gabriel tocou bateria e teclado durante muito tempo. Conheci os caras na Facom (Faculdade de Comunicação da UFBA) e começamos tocar nas farras da faculdade, aniversários, casas de amigos. Depois, mais recentemente se integraram Claudinho, Ede, Serjão e Tangre. Eis Sua Mãe renovada e pronta pra fazer o som em qualquer lugar.

LO- O que está por trás do nome Sua Mãe?
SM- É uma pergunta difícil de responder. Segundo os criadores da banda, Wagner Moura e Gabriel Carvalho, é um nome non sense, fazendo jus ao espírito informal do início da banda. Então, se brincava muito com o nome: "Vou tocar com Sua Mãe!", "Sua Mãe tá massa!", "Tô aqui com Sua Mãe" e por aí vai.


LO- Já que todos têm uma vida atribulada extra banda, como arrumam tempo pra ensaiar e divulgar Sua Mãe pelo Brasil?
SM - Bem, é uma banda de jornalistas e fotógrafos. Mesmo Wagner sendo formado em jornalismo, nosso contemporâneo da Facom, então ficamos divididos: nós seis aqui em Salvador e Wagner na ponte aérea Rio-Sampa encenando Hamlet e tocando outros projetos. Ensaiamos uma vez por semana em média no estúdio de Jaiminho e Márcio, em Brotas. À medida que as músicas vão se ajustando, passamos pra Wagner avaliar. Mas mesmo antes, conversamos muito por telefone e internet. A tecnologia há algum tempo vem facilitando os processos criativos pra todo mundo. É incrível essa revolução. Depois de nossa aparição na TV, a coisa tomou corpo e imagino que o Brasil inteiro sabe agora que Wagner tem uma banda chamada Sua Mãe. Então, não precisamos nos preocupar tanto com divulgação, mas fazemos naturalmente o boca-a-boca com os amigos e colegas jornalistas.

LO
- Todo artista sofre uma influência artística de outro, quais as influências de vocês?
SM - Bem, a banda é grande e cada um tem suas preferências musicais, mas o som de Sua Mãe é inspirado no brega de Odair José, Waldick Soriano, Roberto Carlos, Altemar Dutra, Reginaldo Rossi, Diana, em muitas músicas românticas que são belas, apesar de pouco lembradas ou até desconhecidas. O elemento que sustenta essa idéia é o rocknroll, nossa linguagem predileta. Guitarras nervosas, bateria agressiva, dialogando com melodias doces e muitas vezes dissonantes. Identificamos nosso som (e o brega também) com a melancolia do rock inglês, do Cure, Smiths, Radiohaead, Muse. Mas nossa formação é extensa, Gabriel e Tangre tocam reggae na Folha de Chá, Ede é da 8 da Noite, outra banda de reggae, Claudinho tem uma ligação com o samba, produz a Sambatrônica liderada por Jonga Lima. Serjão tem forte influência do metal e hardcore. Todos gostam muito também dos clássicos do rock ianque que trazem pegada pro som, até porque o rock inglês também bebeu e ainda bebe na fonte norte-americana e vice-versa.

LO - Quais os projetos da banda daqui para frente?
SM - Estamos assimilando ainda o primeiro show, avaliando o que temos que melhorar ajustar. Buscando espaço na concorrida agenda Wagner. A idéia fazermos um show em breve fora de Salvador, talvez Sampa e no final do ano gravar nosso CD. Gravamos este ano uma demo que foi distribuída em São Paulo, Rio e Salvador. Ainda não temos como confirmar nada.


LO - Como é que está a aceitação do público, já que eram acostumados a ver Wagner Moura apenas encenando e agora vêem numa nova outra performance?
SM - A melhor possível. Tem o lado da tietagem que já era esperado por todos nós, mas a maioria da galera curte a proposta da banda, essa releitura do brega com uma pegada mais forte. Ou seja, tá interessado em ver o lado musical de Wagner e seus brothers. Temos ouvido bons comentários de diferentes públicos, de idades diferentes, até da galera da cena rock baiana, o que nos dá mais ânimo pra investir na idéia.


LO - Muitos baianos não sabiam da existência da banda. Qual a sensação de vocês, ao retornarem a cidade natal e apresentarem um "projeto novo"? Pretendem voltar com a banda?
SM - Sempre quisemos que Sua Mãe perdesse a virgindade em Salvador... heheheheh.... Então, foi uma experiência incrível tocar pela primeira vez oficialmente pra uma platéia de amigos, familiares e colegas de faculdade e profissão. Batismo de ouro. Agora, é buscar mais profissionalismo ainda e tocar onde for possível. Claro, que vamos fazer novos shows em Salvador e no interior. A Bahia é nosso terreiro... a benção é aqui.



LO - Sua Mãe foi apresentada pela primeiro vez no "Circo do Edgar". Esta apresentação foi iniciativa de vocês ou do Edgar e da produção do programa?
SM - A produção do Edgard aproveitou a entrevista com Wagner sobre a peça Hamlet, em cartaz em São Paulo, para revelar o lado musical dele. E aí, nos convidaram. Foi massa, passamos dias inesquecíveis em Sampa. Impressiona que os paulistas têm uma curiosidade imensa pelo que você está fazendo, nata de quem vive de cultura, tem o hábito de se envolver com arte, buscar coisas novas. Algo ainda incomum em Salvador. Aqui bate às vezes a sensação de marasmo, pouco espaço pros novos talentos. Tem muita gente talentosa nessa Bahia, do regional ao "muderno"...


LO - Sua Mãe está na ativa há 17 anos, possui um grande repertório com aproximadamente 500 músicas, mas porque ainda está no anonimato?
SM - Há 17 anos tocando somente entre amigos. Então, é muita música mesmo... rs... Agora que Sua Mãe deu as caras pro grande público e começou a arrumar um repertório, alinhar as músicas que tem a ver com essa proposta do brega rock.


LO - Como você classificaria Wagner cantor?
SM - Wagner é um talento impressionante. Sua trajetória de ator dispensa comentários. Mas a cantoria vem de antes, afinal Sua Mãe começou quando ele ainda era um ator novato. E mesmo em muitas peças de teatro, como Abismo de Rosas, Preço do Pecado, ele já mostrava que cantava bem, que era afinado; cantou Lupicínio Rodrigues, marchinhas de carnaval. Ele soube unir bem esse dois talentos, o musical e o dramatúrgico. Em Sua Mãe, ele alia a boa voz e à capacidade de interpretar uma música, o que cria um novo elemento pra banda, mais que um cantor, é um ator também ali, buscando a carga emocional da composição, um trabalho de intérprete. No nosso show de estréia, ele recitou um poema de Clarice Linspector no final da música Volte.



LO - Como você definiria Sua Mãe?
SM - Amigos que gostam de fazer música juntos e viajaram nessa mistura de rock e brega por gostar dos dois estilos musicais e se divertir com isso tudo.


SUA MÃE
Wagner Moura - Voz, violão e direção artística
Gabriel Carvalho - Voz, guitarra solo e direção musical
Ede Marcus - Voz e guitarra base

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Minha sereia






Mergulhar, no azul piscina
No mar de pajuçara
Deixar o sol bater no rosto
Ai que gosto me dá
E as jangadas partindo pra o mar
Pra pescar,
Minha sereia
Maceió, minha sereia
Maceió, minha sereia, maceió

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Esses eu indico


Para quem não dispensa uma boa leitura assim como eu,está elencado uma lista de livros que já li e recomendo a todos. Espero que vocês se delietem a cada história apaixonante desses livros
Boa leitura!!!

Ensaio sobre a cegueira
As memórias do livro
Como sobreviver a perda de um amor
O segredo
Notícias de um sequestro
Na pior em Paris e Londres
A cidade do sol
O caçador de pipas
O livro dos abraços
Crime e castigo

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Um pouco de Krav maga


Apesar de não ser enquadrado como esporte, o krav maga cada vez mais vem absorvendo adeptos da luta pelas suas defesas pessoais baseadas na simplicidade e eficácia. A apesar de vivermos num mundo onde a violência é exercida na sua forma mais cruel e absurda, a luta valoriza o direito a vida, talvez seja nessa vertente que o krav maga seja enquadro como uma arte de defesa pessoal e não como arte marcial.
As origens do krav maga é basicamente histórica, tudo surgiu da necessidade de defender o Estado de Israel, de lá para cá foram desenvolvidas e aprimoradas diversas defesas em prol de prevenir que o agressor possa atacar novamente. É nesta linha que a luta ganha força e magia, neutralizar o agressor e efetuar todos os passos para que o agressor sinta-se oprimido. A arte de defesa pessoal possibilita que o praticamente seja mais rápido, utilize os reflexos do corpo e até mesmo objetos que estejam perto deles. Mas não se esqueça para ser um bom praticante de krav maga é preciso se dedicar bastante à arte para que em eventuais situações, como em ambientes fechados, possa executar os golpes de defesa com eficaz.

Aumenta a procura por bloco, areia e cimento

O sonho de construir ou reformar a casa própria ficou ainda mais fácil para os moradores da comunidade de Nova Brasília. Com a variedade de lojas de materiais de construção e a facilidade no financiamento desses materiais, os moradores que através de créditos das próprias lojas e financeiras, estão vendo seus sonhos de obterem a casa própria virar realidade.
É notório ao circular no bairro ver o grande número de estabelecimentos comerciais venderem materiais para a reforma ou construção. O que vem atraindo os pequenos empresários de estabelecerem seus comércios no entorno da E.V.A (Estrada Velha do Aeroporto), é a idéia de que o bairro está em fase de crescimento e também devido ao número de bairros circunvizinhos que constituem a grande comunidade. Este fator foi relevante para a pequena empresa Jacor Materiais de Construções Limitada que Raquel Teixeira, 30 anos, estabeleceu próximo a Jaguaribe.
Para Raquel, o bairro de Jaguaribe está em fase de crescimento e este fator seria propício para a comercialização de materiais para reforma ou construção, comenta a pequena empresária, “o pessoal aqui está construindo mais, aumentando o bairro, então por isso Jaguaribe é o melhor local que está dando lucro”.
Segundo a ABECIP (Associação Baiana das Entidades de Créditos Imobiliário e Poupança), apesar do aumento dos preços dos materiais de construção, os financiamentos aumentaram cerca de 131,1% em janeiro deste ano, o maior percentual registrado nos últimos tempo. “O resultado é satisfatório sendo que o primeiro mês do ano é destinado a saudar as dívidas com educação, férias, IPTU, IPVA e dentre outras”, ressalta José Pereira Gonçalves, técnico da ABECIP (Associação Baiana das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
De acordo com os dados da ABECIP,os financiamentos imobiliários com recursos da poupança devem fechar até o final do ano um valor estimado de R$ 16 bilhões, equivalentes a 180 mil unidades. Esta é a previsão da ABECIP, entidade que reúne as empresas do setor. “Se o desempenho se confirmar, o crescimento será de 73% sobre o acumulado em 2007, que foi de R$ 9,3 bilhões. No ano passado, o aumento sobre 2006 havia sido ainda maior, de 92%”, confirmou José Pereira Gonçalves.
Segundo a proprietária do comercio Jacor Materiais de Construções Limitada, os períodos de venda é sazonal, ou seja, nos meses de janeiro a março há uma elevação das vendagens, porém de abril a maio as vendas são quase nulas. Este fato também influência nos produtos vendidos, geralmente nos primeiros meses do ano, tintas, blocos e areias são os produtos campeãs de vendas. Segundo a proprietária do comércio as estimativas de vendas são as seguintes: “a depender da época vendemos por dia de mil a três mil, vária muito. Mas já houve casos de nossos funcionários venderem apenas R$50,00 e até mesmo não vendermos nada no dia”.
Além do crescimento nos preços dos materiais de construção civil, o que vem chamando a atenção de quem está construindo ou reformando é o elevado preço da mão-de-obra. Com o recente aumento do salário mínimo consequentemente este setor irá exercer uma pressão no preço das obras.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Metrô uma questão de meio Ambiente


O metrô é hoje, um importante meio de transporte das grandes cidades brasileiras. Sua função é transportar um maior número de pessoas, para acabar com os grandes congestionamentos que assolam as grandes metrópoles. As extensões metroviárias variam muito de cidades, que podem até ultrapassar os limites das mesmas. Em Salvador ainda com as obras inacabadas não chegará à tamanha expansão, limitará apenas a capital baiana.
Uma questão de extrema importância na construção do metrô em Salvador está relacionada com o Meio Ambiente. Sabe-se que qualquer grande obra que possa vir afetar o meio ambiente, é necessário realizar um estudo para analisar os impactos devastadores no aspecto físico, biótico e antrópico no local da obra. Com a construção das quatro linhas de estações do metrô de Salvador, não foram diferentes. Estudos foram feitos para definir e amenizar a devastação nas extensões geográficas da construção do metrô.
Quem circula na região do Bonocô, um dos trechos do metrô, percebe mitidamente a construção de concreto feito na local da obra, o que causa insegurança dos moradores, devido a uma passarela que tem no local e há pouco tempo foi removida e rebaixa devido às obras do metrô. “Eu tenho muito medo de passar nessa passarela, principalmente depois do acidente que matou o operário, mesmo não sendo aqui na passarela, mas eu tenho medo”, salientou a cabeleireira Cleusa Santos, 36, moradora do Bairro Daniel Lisboa, que trafega na passarela diariamente, pois trabalha no bairro da Lapa.
Umas das indignações constante dos moradores do Bonocô são os ruídos constantes, que as obras causaram. “No inicio da obra era um ruído horrível, ninguém conseguia assistir televisão e muito menos dormir, eu ficar indignada cheguei a mandar carta para o programa de Varela, mas não deu nada e eu deixei para lá, sabia que não ia resolver mesmo”, declarou srª Santos. “Eu cheguei a brigar com o operário por causa dos ruídos, mas depois cair na real, o problema não é dele, eles estão tentando fazer o melhor para melhorar o trânsito em Salvador”, ressaltou o morador Abelardo Nascimento, 56.
Outro problema que causa indignação dos moradores é a geração de poeira que a obra causa. A névoa de poeira aumentou os problemas respiratórios de muitas crianças, que moram nas redondezas das obras na região do Bonocô. “Meu filho de três anos, fica gripado sempre. Eu o levo no posto para fazer nebolização sempre. E ainda gasto dinheiro com remédio”, reclama a dona de casa, Rita Silva, 28, moradora da Travessa Paraíso.
Ruídos constantes e geração de poeira, desses males o menos pior, o que está indignando ainda mais, não só os moradores do próprio bairro, mais a população que circula diariamente na região, é a modificação da paisagem da principal via de acesso da cidade. Eles reclamam, pois a obra do metrô deixou a Bonocô “feia”. Com a construção da obra, muitos moradores alegam que a construção de concreto deixou a cidade esquisita um ambiente carregado, como reclama o srº Divino do Espírito Santo, 76, “Está muito feia essa obra, esse pilar de concreto deixou aqui muito feio, ainda essa passarela embaixo do concreto está esquisita”. “O pior será se essa obra não sair de fato, devido às paralisações e ao desvio de dinheiro. E depois ficar a Bonocô feia do jeito que está”, salientou o motorista de ônibus da empresa BTU, Clovis Santos, que dirige na linha Bonocô-Lapa.
O metrô de Salvador não resume somente na região do Bonocô, o Campo da Pólvora também é outro trecho do metrô que foram estudados para perceber os impactos no Meio Ambiente. Este trecho parasse ser o mais problemático da região, aqui algumas famílias tiveram de ser remanejadas para a construção da obra, como afirma o srº Adailton Meneses, 42, morador do bairro há mais de 15 anos, “Minha família, foi removida porque as obras do metrô passariam pela minha ex-casa”. O senhor Meneses recebeu uma indenização da construtora, como forma de amenizar os problemas causados pela obra, para comprar uma nova casa.
Outro problema apontado pelos moradores é a constante aparição de animais peçonhentos, como cobras, causando o afugentamento da fauna. Este problema de fato só veio a ser constatado depois das obras do metrô. Segundo os moradores, antes era quase impossível perceber serpentes em residências, hoje quase todos se queixam dessas visitas repentinas que os animais costumam fazer. Alguns operários relataram que durantes as obras tiveram o desprazer de achar uma cobra e que por um descuido do próprio, seria picado, “Quase eu fui picado por uma cobra, a minha sorte foi que na hora eu estava com um piquete na mão e atirei nela. Era uma cobra verde”, retrucou o operário Samuel Costa.
Segundo os relatos dos operários, no Campo da Pólvora há cerca de um ano foram descobertos durante as escavações quase 20 mil fragmentos arqueológicos, provavelmente dos séculos XVIII e XIX. Esses fragmentos eram basicamente objetos que compunham o impressionismo decorrente do próprio século vigente. Esses objetos eram louças, vidros e cerâmicas. O estudante Fábio Mascarenhas do curso de História da Universidade Federal da Bahia declarou: “É uma oportunidade única lidar diretamente com tudo isso, trabalhar com a história da cidade, além de viver a expectativa de descobrir um novo fragmento a cada dia”.

domingo, 30 de março de 2008

Construindo na EVA

O sonho de construir ou reformar a casa própria ficou ainda mais fácil para os moradores da comunidade de Nova Brasília. Com a variedade de lojas de matérias de construção e a facilidade no financiamento desses materias, os moradores que através de créditos das próprias lojas e financeiras, estão vendo seus sonhos de obterem a casa própria virar realidade.
É notório ao circular no bairro ver o grande número de estabelecimentos comerciais venderem materiais para a reforma ou construção. O que atraindo os pequenos empresários de estabelecerem seus comércios no entorno da E.V.A (Estrada Velha do Aeroporto), é a idéia de que o bairro está em fase de crescimento e também devido ao número de bairros circunvizinhos que constituem a grande comunidade. Este fator foi relevante para a pequena empresa JACOR Materiais de Construções Limitada que Raquel Teixeira, 30 anos, estabeleceu próximo a Jaguaribe.
Para Raquel o bairro de Jaguaribe está em fase de crescimento e este fator seria propício para a comercialização de materiais para reforma ou construção, comenta a pequena empresária, “o pessoal aqui está construindo mais, aumentando o bairro, então por isso Jaguaribe é o melhor local que está dando lucro”.
Segundo a ABECIP (Associação Baiana das Entidades de Créditos Imobiliário e Poupança), apesar do aumento dos preços dos materiais de construção, os financiamentos aumentaram cerca de 131,1% em janeiro deste ano, o maior percentual registrado nos últimos tempo. “O resultado é satisfatório sendo que o primeiro mês do ano é destinado a saudar as dívidas com educação, férias, IPTU, IPVA e dentre outras”, ressalta José Pereira Gonçalves, técnico da ABECIP (Associação Baiana das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).
De acordo com os dados da ABECIP,os financiamentos imobiliários com recursos da poupança devem fechar até o final do ano um valor estimado de R$ 16 bilhões, equivalentes a 180 mil unidades. Esta é a previsão da ABECIP, entidade que reúne as empresas do setor. “Se o desempenho se confirmar, o crescimento será de 73% sobre o acumulado em 2007, que foi de R$ 9,3 bilhões. No ano passado, o aumento sobre 2006 havia sido ainda maior, de 92%”, confirmou José Pereira Gonçalves.
Segundo a proprietária do comercio JACOR Materiais de Construções Limitada os períodos de venda é sazonal, ou seja, os meses de janeiro a março há uma elevação nas vendagens, porém de abril a maio as vendas são quase nulas. Este fato também influencia nos produtos vendidos, geralmente nos primeiros meses do ano, tintas, blocos e areias são os produtos campeãs de vendas. Segundo a proprietária do comércio as estimativas de vendas são as seguintes: “a depender da época vendemos por dia de mil a três mil, vária muito. Mas já houve casos de nossos funcionários venderem apenas R$50,00 e até mesmo não vendermos nada no dia”.
Além do crescimento nos preços dos materiais de construção civil, o que vem chamando a atenção de quem está construindo ou reformando é o elevado preço da mão-de-obra. Com o recente aumento do salário mínimo consequentemente este setor irá exercer uma pressão no preço das obras.


Driblando a concorrência
Com a realidade de bairro novo, a comunidade vem atraindo mais moradores que se identificam com vida pacata e tranqüila que a E.V.A oferece. Consequentemente com o aumento do contingente de moradores na Estrada Velha, aumentou o número de casas comerciais e estas vêm tentando driblar a concorrência através de promoções e preços baixos, como explica a proprietária Maria Lúcia: “se o cliente chega com um orçamento de um concorrente menor do que o nosso que a gente possa atender, a gente atende”.
Uma boa tática também para driblar a concorrência seriam os financiamentos. Há quem acredite que o vínculo com a Caixa Econômica e outras financeiras seria uma saída para atrair clientes, é o caso dos donos da loja Casa Nossa Senhora do Carmo que afirma manterem com Caixa Econômica relações estreitamente comerciais. Outras formas de financiamento também são utilizados na loja, o parcelamento em todos os cartões de crédito e o pagamento à vista.
Há quem aposte em outros artefatos para puxar o cliente, nem sempre promoções e preços baixos são fatores para driblar a concorrência. É o que faz o senhor Jairo Guimarães proprietário da Rider Materiais de Construção apostar em outros fatores que segundo ele vem dando certo no bom funcionamento da loja, “o que a gente procura trabalhar aqui é em atendimento, prestar um bom atendimento. Mas nem sempre a gente consegue ganhar preço em todas as situações, mas a nossa meta principal aqui é o bom atendimento”. Guimarães aposta também nas entregas, o proprietário afirma que a precisão das entregas faz a diferença.
Quem pensa em comprar no estabelecimento dele, pode financiar o valor da compra no cartão de crédito ou para quem preferir e tiver um poder aquisitivo maior a comprar pode ser a vista. Mas os financiamentos oferecidos pela Caixa Econômica, como conta o próprio proprietário, não é uma boa estratégia para as vendas “eu já trabalhei com os créditos da Caixa Econômica, mas suspendi porque o tipo de cliente que a gente atinge aqui não consegue esse tipo de crédito”.




Contando a história...

Jaguaribe II, é um bairro adjacente de Nova Brasília e surgiu das chuvas remanescente de 1989, então é um bairro relativamente novo quem vem crescendo no entorno da EVA. Os primeiros moradores de Jaguaribe receberam suas casas através do Governo, porém o bairro e a nova moradia careciam de infra-estrutura, é o que conta a moradora Ana Veniza, 41 anos, Coordenadora do Projeto Social Eva, “nossa ânsia de ganhar nossa casa era tão grande, que quando eu recebi a chave da minha casa e entrei, acordamos que tínhamos recebido um embrião e não tínhamos água e luz, não tínhamos nada”, esclarece a moradora.
“Bairro Novo” foi à palavra-chave que também atraiu o senhor Jairo Guimarães a montar sua loja na comunidade. O dono da loja Rider Materiais de Construção, montou seu negócio em Vila Mar (comunidade pertencente à Nova Brasília), e declara que a comunidade está crescendo “por ser um bairro novo, com muitas possibilidades de construção, então é viável este ramo”, afirma o proprietário. A loja do senhor Guimarães está localizada no centro da praça central de Vila Mar, o que facilita a circulação de moradores nos arredores do estabelecimento.
Fugindo um pouco do óbvio, o senhor Emanuel Clares Mundo, 52 e a senhora Maria Lúcia, 48, ambos donos de estabelecimento comercial Casa Nossa Senhora do Carmo, se fixaram na comunidade por acaso. Eles contam a equipe de reportagem que estavam em busca de um ponto comercial na cidade e por incentivo dos antigos donos do local, ofereceram ao marido e a esposa o ponto para darem continuidade ao serviço. Quem esclarece essa estória é o senhor Clares Mundo, “na época eu era representante da GERDAU e o antigo dono daqui tinha uma loja de materiais de construção. Depois ele foi para Vilas do Atlântico e mudou de ramo. E ele tinha um supermercado muito grande, então não tinha como conciliar, supermercado com lojas de materiais de construção. E em virtude de estar procurando um ponto, foi passado este ponto para mim”.
Após a aquisição do ponto, ficou mantido o nome da loja anterior e o estabelecimento já completa 10 anos no local. Eles supõem também que a loja evoluiu na medida em que o bairro foi crescendo. O casal conta que não fazem parte da comunidade, mas todos os funcionários são de lá, o que contribuem na inclusão social do bairro, afirmam os mesmo: ”Todos os nossos empregados são daqui do bairro, então a nossa maior contribuição social para o bairro tem sido essa, de privilegiar os moradores do bairro para trabalharem na loja. A gente tem sempre esse cuidado de estar prestando esse beneficio para o bairro”.