
“Acordar todas as manhãs com o barulho das ondas, com o cheiro de maresia, é motivo de tranqüilidade e paz de espírito”, diz o morador do bairro de Stella Mares Evilásio Ramos. Morar de frente para o mar sempre foi o sonho de muita gente. Mas, em contrapartida, o número de assaltos cresceu tanto que, hoje, muita gente sente repulsa pela idéia de morar da orla e preferem se isolar em bairros distantes do mar.
Percorrendo a região do Jardim de Alah, ouvimos queixas de moradores que consideram mínima a segurança no bairro, como explica o barraqueiro Sandro Rocha: “Pelo local acontecem até poucos roubos e assassinatos, porque aqui a segurança é precária. O barraqueiro alega que os moradores também facilitam para que os bandidos ajam de forma agressiva e cometam delitos:” Mesmo sabendo da situação do bairro, muitas moças e rapazes namoram no jardim, sendo que ele não oferece iluminação e estrutura para o casal “, salienta o barraqueiro”.
Os crimes mais comuns que os bandidos cometem na orla são roubos de carros, carteira e celular, assalto a mão armada e a chamada “saidinha bancária”. A situação da Boca do Rio é uma das mais críticas. Considerado como uns dos bairros mais violentos da capital, lá, ocorrem até assassinatos. Diferente de outros bairros da orla, como a Pituba, onde o índice de assassinatos é zero: “Aqui não ocorrem assassinatos, e a polícia vem combatendo roubos na orla com prisões constantes. Os menores de idade são encaminhas para o DAI”, declara o delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia da Pituba, Wilson Gomes.
Ainda se tratando da Boca do Rio, este problema ocorre principalmente devido ao tráfico de drogas existente no bairro, o que favorece a circulação de bandidos na região. “Os bandidos costumam agredir as vítimas com objetos perfurantes, como garrafas de vidro e também com revólveres”, declara a moradora do bairro Adriana Santos.
Não existe uma época propicia para os bandidos agirem como esclareceu o delegado: “Uma época aumentam outras diminuem a e ação da policia é ostensiva e de investigação”.
Os especialistas esclarecem que essas fatalidades ocorrem devido ao alto índice de desigualdade social, principalmente no Nordeste que é o local de menor concentração de renda. O governo cria projetos para dar melhor qualidade de vida, mas esses projetos não atingem a toda população ficando uma grande maioria à margem desses benefícios.
Esta problemática mostra a realidade da capital baiana onde os índices de violência crescem constantemente alarmando medo e pânico na sociedade, como diz indignado o psicanalista Adherbal Alves morador do bairro de Itapuã há cinco anos “Morar na orla para era uma prazer, hoje em dia é uma tortura fui assalto na porta de minha casa três vezes e em uma das tentativas o assaltante levou meu carro”.
Não podemos de hipótese alguma, criticar a ação dos policiais. Sabemos que esta problemática da violência tem que ser resolvida por autoridades competentes. “Fazemos nossa parte, enquanto não resolverem o problema do tráfico de drogas, mas acredito que a policia está no caminho certo”, declara o policial Adilson Nascimento, morador da Boca do Rio.
Para evitar os assaltos no Bairro de Itapuã os condomínios fechados, oferecem recursos como alarmes, os olhos mágicos, interfones e sem contar com seguranças diariamente. “Tive que tomar medidas de proteção instalei câmeras e alarmes, estava ocorrendo muito assalto aqui no condonímio”: declara sindica do condomínio Sueli.
Quando o assunto são os turistas, logo eles se tornam alvos estratégicos dos bandidos. Eles movimentam o mercado econômico, por isso são “as meninas dos olhos”, dos bandidos. Eles relatam que o motivo da vinda deles na Bahia, é para aprecia a beleza da orla e conhecer a história da Bahia, mas que devido aos altos índices de violência, eles sentem medo e preferem não arriscar suas vidas.
Um comentário:
Poxa, legal...
texto jornalístico... é seu msm?
Gostei da escrita...
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